Espiritismo e esperanto, eis aí duas coisas divinas e que, reunidas, constituem o mais formoso ideal, cuja realização deve ser aspirada por todos os philosophos e pensadores da atualidade.
O esperanto, idioma ao alcance de todos, língua simples, flexível, sonora e verdadeiramente internacional em seus elementos constitutivos, como elemento propício à fraternidade dos povos, tem encontrado os mais ardentes propagadores, os apóstolos mais fervorosos.
O Espiritismo por seu turno, encaminhando-nos para os nossos destinos imortais, demonstrando a todos os homens a razão por que se nasce, por que se vive, por que se morre, e como nos convém proceder durante a nossa peregrinação terrena, patenteia-nos também a exclusão de quaisquer privilégios concedidos a humanos seres, e assim nos evidencia que a fraternidade universal, em vez de ser uma utopia, longe de depender da boa vontade de uns tantos espíritos privilegiadamente bondosos, é, ao contrário, uma lei da natureza, que tem de se cumprir, chegada que seja a hora designada pela Suprema Inteligência que tudo rege e sob cujas vistas tudo se ...