Soneto

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Capítulo: 
8
Espírito(s): 

 Nos olhos da mulher, a lágrima irisada

É uma faixa auroral em divinal clarão;

É centelha de luz, de mística alvorada

Que lhe faz reflorir o amor no coração.

Ó lágrima de luz, safira eterizada,

Ó beleza sem par, primores da afeição!

Sublimais o viver na luz alcandorada,

Santificando o amor na suma perfeição!

Jamais o homem feroz será como a mulher,

Pois ela exprime o amor — perfeita a mais não ser —

É o luzente fanal do grande verbo amar!

Bendita seja pois, a flor do sentimento,

Que é a alma feminil —  a luz do pensamento —

Abençoada seja a flor do nosso lar!