Qualidade e Excelência no ESDE
03/03/2008

A Importância do Conhecimento

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A Codificação Espírita é o alfabeto da Nova Era sobre o qual se erguerá o Templo da Paz,

quando a mensagem da Terceira Revelação atingir todas as criaturas do Orbe, realizando o

fanal da imensa revolução social que modificará as estruturas da Terra. *


APRESENTAÇÃO

 O presente documento apresenta, de forma simples e objetiva, a missão do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita ?
 ESDE, que é a de contribuir para a edificação de um mundo melhor.
 A organização do texto documental seguiu uma metodologia de trabalho que teve como critérios: a) designação de um
 assunto para ser desenvolvido pelos representantes do ESDE em cada regional espírita; b) indicação de um coordenador
 que, na própria região, acompanharia de perto a elaboração do tema designado; c) integração dos assuntos e redação
 final do documento pela coordenação nacional do ESDE, na FEB, apoiada pelos quatro coordenadores das regionais
 espíritas.

 Os assuntos desenvolvidos são os seguintes:

• Importância do conhecimento espírita.
• A busca da qualidade no trabalho do ESDE: o atingimento da excelência nas ações desenvolvidas.
• O programa doutrinário espírita e o preparo do monitor do ESDE.
• A divulgação do ESDE.
 
 Este trabalho, que reflete o esforço de cooperação dos trabalhadores do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
 no Brasil, é também uma forma de comemorar os 150 anos de publicação de O Livro dos Espíritos.

 

_______________
* MENEZES, Adolfo Bezerra. Mensagem psicofônica. Reformador de abril de 1991.

 

FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA
CONSELHO FEDERATIVO NACIONAL

COMISSÕES  REGIONAIS
Brasília, 12 de abril de 2007


S U M Á R I O

1. Apresentação

2. A importância do conhecimento
• Verdade e liberdade à luz da Doutrina Espírita
• Conceituação
• O conhecimento espírita e sua importância na tarefa do ESDE
• Onde e como adquirir o conhecimento espírita
• Ninguém ensina o que não sabe
• O benefício do conhecimento espírita para a humanidade
• A missão do Espiritismo
 
3. O programa doutrinário do ESDE
• Concepção
• Estruturação
• Bases do programa
• Princípios metodológicos
• Estrutura didático-pedagógica
• Seleção de conteúdos
• Formatação didática
• Aspectos considerados para a aplicação
• Avaliação

4. O preparo do monitor de ESDE
• Conceito
• Condições essenciais
• Competências e habilidades
• As qualidades do monitor como líder democrático

5. A busca da qualidade no trabalho do ESDE
• Conceito de qualidade
• Indicadores da qualidade
• Avaliação e capacitação de monitores de ESDE

6. Divulgação do ESDE

7. Bibliografia

 

FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA
CONSELHO FEDERATIVO NACIONAL
COMISSÕES REGIONAIS


CONTRIBUIÇÃO DO ESDE NA EDIFICAÇÃO DE
UM MUNDO MELHOR

 

A importância do conhecimento

O conhecimento fomenta o progresso intelectual e moral do homem; o desenvolvimento das artes e das  ciências proporcionam
uma melhor qualidade de vida para a sociedade; liberta o homem da ignorância e das superstições; desenvolve o senso crítico
e o raciocínio; evita a dominação; a manipulação e confere autonomia ao ser.
  
Para Sócrates, o conhecimento leva o homem à vivência de valores como a justiça, a coragem, a amizade, a piedade, o amor,
a beleza, a temperança, a prudência, etc., que constituem os ideais do sábio e do verdadeiro cidadão.

Conceito de Conhecimento:

Ato do pensamento que penetra e define o objeto do conhecimento. O conhecimento perfeito de uma coisa é, neste sentido,
aquele que, subjetivamente considerado, não deixa nada obscuro ou confuso na coisa conhecida.

Conhecer para Sócrates é passar da aparência à essência, da opinião ao conceito, do ponto de vista individual à idéia
universal.

A base para todos os conhecimentos era o autoconhecimento. Propunha que o homem antes de querer persuadir os outros deveria
primeiro e antes conhecer a si mesmo.

Qual a condição para o conhecimento verdadeiro? A evidência, isto é, a visão intelectual da essência de um ser.
Para formular um juízo verdadeiro, precisamos primeiro conhecer a essência, e a conhecemos por intuição, ou por dedução,
ou por indução. (Convite à Filosofia, Marilena Chauí)

É POSSÍVEL CONHECER A ESSÊNCIA DAS COISAS?

Para Sócrates, conhecer a verdade é possível desde que nos afastemos das ilusões e dos sentidos, das palavras ou das opiniões.
 

SOBRE A VERDADE E A OPINIÃO (verdade ? opinião)

"A verdade sendo o conhecimento da essência real e profunda dos seres é sempre universal e necessária, enquanto as opiniões
 variam de lugar para lugar, de época para época, de sociedade para sociedade, de pessoa para pessoa. Essa variabilidade e
 inconstância das opiniões provam que a essência dos seres não está conhecida e, por isso, se nos mantivermos no plano das
 opiniões, nunca alcançaremos a verdade." (Vocabulário técnico e crítico da filosofia, André Lalande)

VERDADE E LIBERDADE À LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA

I – Conceituação
 
A Verdade é o conhecimento da essência real e profunda dos seres, é sempre universal.
"A Liberdade é a faculdade de cada um se decidir ou agir segundo a própria determinação, é a independência e a autonomia do
 homem." (Dicionário Houaiss)

II – A verdade e a liberdade à luz da Doutrina Espírita
        
Emmanuel, em o livro: "O Consolador", escreveu que: "a verdade é essência espiritual da vida." (1) Somente quando o homem
conseguir viver segundo essa essência, poderá ele desfrutar da liberdade integral, pois ninguém a possui e ninguém é
absolutamente livre, ainda.

Deolindo Amorim comenta que "ninguém se libertará totalmente sem esforço constante e perseverante para buscar a verdade." (2)

Do mesmo modo, o pensamento da sentença evangélica: "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará", sinaliza que para o
homem ser livre, precisa conhecer a verdade. Vemos então que há sentido de "condicionamento", ou seja, para se conquistar
a segunda, depende de se estar de posse da primeira.

O homem gozará "sempre" da liberdade parcial e, dentro dela, pode alterar o curso da própria existência, pelo bom ou mau uso
de semelhante faculdade nas relações comuns, até o dia em que conquiste a liberdade absoluta.

Para nós, o Cristo é o maior referencial do ser verdadeiramente livre. Jesus é a verdade sublime e reveladora, segundo suas
próprias palavras: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vai ao Pai senão for por mim."
 

O CONHECIMENTO ESPÍRITA E SUA IMPORTÂNCIA

NA TAREFA DO ESDE

O que será o conhecimento espírita? O conjunto das obras básicas codificadas por Allan Kardec e as demais obras de cunho
mediúnico ou de estudos filosófico, científico e religioso, condizentes com os postulados espíritas, publicadas nos 150 anos
de existência do Espiritismo. Esta resposta é bastante convincente e parece-nos mesmo óbvia. Contudo, sem deixar de ter sua
pertinência, esta resposta é por demais superficial e se atém ao efeito e não à essência que qualifica e define o conhecimento
espírita.

Jesus, o Mestre Divino, nos asseverou:
 
Se vós me amais, guardai meus mandamentos; e eu pedirei a meu Pai, e ele vos enviará um outro consolador, a fim de que
permaneça eternamente convosco: o Espírito de Verdade que o mundo não pode receber, porque não o vê e não o conhece.
Mas quanto a vós, conhecê-lo-eis porque permanecerá convosco e estará em vós. Mas o consolador, que é o Santo-Espírito,
que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará relembrar de tudo aquilo que eu vos tenha dito.
(São João, Cap. XIV, v. 15,16,17 e 26.

Diante desta assertiva de esperança e consolo deixada pelo Cristo, afirmou Allan Kardec, inspirado pelo próprio Espírito
de Verdade anunciado, que "O Espiritismo vem, no tempo marcado, cumprir a promessa do Cristo" (E.S.E., Cap. VI, 4) e,
portanto, nos esclarece que o Consolador Prometido não é senão o Espiritismo.
 
Em que consiste dizer que o Espiritismo é o consolador prometido? O fato de ter sido sua instituição presidida pelo Espírito
de Verdade? Bem sabemos que não. Pois, como o próprio Kardec asseverou também:

"(...) o Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, porquanto fala sem figuras, nem alegorias; levanta o véu intencionalmente
 lançado sobre certos mistérios. Vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem
 atribuindo causa justa e fim útil a todas as dores." (3), porque o Espiritismo não consiste numa religião que se firma sobre
 dogmas ou rituais para garantir aos seus fiéis a chave da felicidade, mas "é a ciência nova que vem revelar aos homens, por
 meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo"
 (4) e é, deste saber e compreensão, que provém todo o consolo, esperança, força para a humanidade.

Considerando, ainda, o conhecimento espírita como o Consolador prometido pelo Mestre Jesus, sua abrangência e importância
são imensuráveis. Para contornar a enorme quantidade de ensinamentos e para ser compreendido, o Espiritismo precisa de
sistematização e disciplina.

A abrangência dos ensinamentos da doutrina espírita reclama uma metodologia apropriada para o seu estudo organizado, sob
orientação didática, que permita o correto entendimento das obras básicas e das que lhe são complementares. Como pedagogo
e grande conhecedor da humanidade, Allan Kardec, em seu projeto de 1868, já destacava a importância da sistematização e
organização dos estudos espíritas.

ONDE E COMO ADQUIRIR O CONHECIMENTO ESPÍRITA

O Centro Espírita, célula básica do Movimento Espírita, tem por finalidade esclarecer e consolar as criaturas à luz do
Espiritismo e, para que possa cumprir com esses elevados objetivos, deve ser um centro de estudo sério e metódico da
Doutrina que difunde. Logo, o melhor e mais eficiente lugar para se adquirir o conhecimento espírita é a Casa Espírita que,
instalando grupos de estudo sistematizados da Doutrina, faz com que todas as ferramentas da pedagogia sejam colocadas a favor
da tarefa de ensinar e aprender o Espiritismo. Além disso, a Casa Espírita, como ambiente de cultivo das virtudes morais e
prática dos ensinamentos cristãos, oferece, conjuntamente, o laboratório ideal para se aplicarem os conhecimentos adquiridos
e extravasá-los com segurança pela sociedade.

A IMPORTÂCIA DO CONHECIMENTO ESPÍRITA NO TRABALHO DO ESDE

NINGUÉM ENSINA O QUE NÃO SABE

É possível ensinar a alguém aquilo que não se sabe? Por certo que não.
E quando alguém pensa que sabe, por possuir apenas um superficial conhecimento sobre uma coisa, sem ter se dedicado,
com seriedade, em conhecê-la devidamente? Essa é uma questão séria que tem ocorrido com freqüência com algumas pessoas
e a mídia. No tocante à divulgação do conhecimento Espírita, o caso é mais grave ainda, pois o coordenador de ESDE tem
como compromisso auxiliar as pessoas na aprendizagem do conhecimento espírita. É óbvio, dirão. - Mas como fazê-lo sem se
estar devidamente preparado? Necessário se torna àquele que se predispõe a essa tarefa, assumir um compromisso consigo
mesmo de conhecer satisfatoriamente a Doutrina, conforme Allan Kardec orienta: "Acrescentemos que o estudo de uma doutrina,
qual a Doutrina Espírita, que nos lança de súbito numa ordem de coisas tão nova quão grande, só pode ser feito com utilidade
por homens sérios, perseverantes, livres de prevenções e animados de firme e sincera vontade de chegar a um resultado.

Não sabemos como dar esses qualificativos aos que julgam a priori, levianamente, sem tudo ter visto; que não imprimem a seus
estudos a continuidade, a regularidade e o recolhimento indispensáveis.
 
"(...) O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dá." (6)

Como despertar nas pessoas que chegam à Casa Espírita, aos grupos de ESDE, o amor, o respeito, a seriedade e a confiança na
Doutrina Espírita, sem que o Coordenador esteja  seguro do conteúdo doutrinário?

As conseqüências do conhecimento espírita na vida dos participantes do ESDE "são bastante amplas, pois favorece a reforma
íntima; garante a unidade de princípios em torno do estudo; faculta a compreensão e a assimilação correta dos pontos
doutrinários; proporciona a propagação da Doutrina Espírita nas bases em que foi codificada; desenvolve a fé raciocinada;
contribui para o desenvolvimento de oradores mais bem preparados; possibilita o entendimento do verdadeiro sentido da palavra
caridade, induzindo à sua prática; favorece a participação de todos e a criação de condições favoráveis para o desenvolvimento
da criatividade, da colaboração e da responsabilidade.\"  (15)

 Jesus nos recomenda: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura." (Marcos, 16:15)
 
 Como atender este amoroso  apelo do Mestre sem o devido preparo?

O BENEFÍCIO DO CONHECIMENTO ESPÍRITA PARA A HUMANIDADE

Pode-se pensar sobre os benefícios trazidos pelo conhecimento espírita à humanidade a partir de uma pergunta de Kardec:
 "De que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso? 'Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da
 sociedade, ele faz que os homens compreendam onde se encontram seus verdadeiros interesses. Deixando a vida futura de
 estar velada pela dúvida, o homem perceberá melhor que, por meio do presente, lhe é dado preparar o seu futuro.
 Abolindo os prejuízos de seitas, castas e cores, ensina aos homens a grande solidariedade que os há de unir como irmãos.' " (7)

Como se destrói o materialismo?

O conhecimento da Doutrina Espírita é um roteiro seguro para se  chegar a um futuro de paz e fraternidade, destruindo  o
materialismo dentro de cada um de nós. Nas palavras de Kardec: "Ministrando a prova material da existência e da imortalidade
da alma, iniciando-nos em os mistérios do nascimento, da morte, da vida futura, da vida universal, tornando-nos palpáveis
as inevitáveis conseqüências do bem e do mal, a Doutrina Espírita, melhor do que qualquer outra põe em relevo a necessidade
da melhoria individual. Por meio dela, sabe o homem donde vem, para onde vai, por que está na Terra; o bem tem um objetivo,
uma utilidade prática. (...)" (14)

Na pergunta 780a, em "O Livro dos Espíritos", Kardec indaga:
"Como pode o progresso intelectual engendrar o progresso moral?" A resposta é clara: "Fazendo compreensíveis o bem e o mal.
O homem, desde então, pode escolher. O desenvolvimento do livre-arbítrio acompanha o da inteligência e aumenta a responsabilidade
dos atos". (7)

Esse entendimento leva à transformação moral, que se reflete no dia-a-dia, nas pequenas coisas do cotidiano. Os efeitos
aparecem ao longo do próprio debruçar-se sobre o objeto do estudo, afetando tanto a quem aprende como às pessoas a sua volta.
Kardec também já nos alertara que o Espiritismo "(...) não se limita a preparar o homem para o futuro, forma-o também para o
presente, para a sociedade. (...)" (14)

O progresso da humanidade depende do progresso de cada um.

Mas qual o peso do aprimoramento moral de uma só pessoa na humanidade? Como o desenvolvimento moral de uma só pessoa pode
trazer um benefício para toda humanidade? Ocorre que: — "A Humanidade progride, por meio dos indivíduos que pouco a pouco
se melhoram e se instruem. Quando estes preponderam pelo número, tomam a dianteira e arrastam os outros. (...)" (9)

Kardec, conduzindo o pensamento para os processos do progresso de cada um, indaga: "A força para progredir, haure-a o homem
em si mesmo ou o progresso é apenas fruto de um ensinamento?

"O homem se desenvolve por si mesmo, naturalmente. Mas, nem todos progridem simultaneamente e do mesmo modo. Dá-se então que
os mais adiantados auxiliam o progresso dos outros, por meio do contato social." (10)

Não há evolução sem o outro. Kardec traz, em "O Livro dos Espíritos", a seguinte afirmativa: "'O homem tem que progredir.
Insulado, não lhe é isso possível, por não dispor de todas as faculdades. Falta-lhe o contato com os outros homens.
No insulamento, ele se embrutece e estiola.'

Homem nenhum possui faculdades completas. Mediante a união social é que elas umas às outras se completam, para lhe assegurarem
o bem-estar e o progresso. "Por isso é que, precisando uns dos outros, os homens foram feitos para viver em sociedade e não
insulados." (11)

Amai-vos e instruí-vos

Bezerra diz: "Trabalhemos servindo e sirvamos estudando e aprendendo." Como ligar o servir e o aprender? Uma mensagem que
circula na internet traz o seguinte texto, que pode ajudar na reflexão desta relação:

"Terminada a última guerra mundial foi encontrada, num campo de concentração nazista, uma mensagem dirigida aos professores:
Prezado Professor, sou sobrevivente de um campo de concentração. Meus olhos viram o que nenhuma pessoa devia presenciar.
Câmaras de gás construídas por engenheiros ilustrados. Crianças envenenadas por médicos instruídos. Bebês mortos por
enfermeiras treinadas. Mulheres e bebês mortos a tiros por ginasianos e universitários. Assim, desconfio da educação.
Meu pedido é o seguinte: ajudem os seus discípulos a serem humanos. Os seus esforços nunca deverão produzir monstros cultos,
psicopatas hábeis ou Eichmanns instruídos. Ler e escrever, saber História e Aritmética só são importantes se servem para
tornar os nossos estudantes humanos" (autoria atribuída a Leo Buscaglia, no livro Vivendo, Amando e Aprendendo, Ed. Record).

Que texto mais pertinente! Escrito na década de 1940, esse apelo se faz importante até os dias de hoje. Traz questões sobre
o saber científico, técnico, e os valores de cada um, que os aproximam ou afastam dos sentimentos  humanos.

Mas alguém já havia falado sobre isso há algum tempo... Uma mensagem de 1860, de "O Evangelho segundo o Espiritismo", diz:
"Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo" (5). Antes e acima de tudo: amai-vos.
De que adianta saber fazer coisas e não saber para quê fazê-las? O risco de se ignorar esse primeiro ensinamento é aquele
comentado na carta acima. Médicos e enfermeiras, que poderiam curar, matando seus irmãos... Engenheiros que poderiam estar
construindo para o crescimento do bem-estar social, também eliminando seus semelhantes... Faltou amor.

Também em "O Livro dos Espíritos", Kardec retoma essas questões, falando sobre a importância da educação moral, do respeito
aos semelhantes e a si mesmo: — "(...) Há um elemento, que se não costuma fazer pesar na balança e sem o qual a ciência
econômica não passa de simples teoria. Esse elemento é a educação, não a educação intelectual, mas a educação moral.
Não nos referimos, porém, à educação moral pelos livros e sim à que consiste na arte de formar os caracteres, à que incute
hábitos, porquanto a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. Considerando-se a aluvião de indivíduos que todos os dias
são lançados na torrente da população, sem princípios, sem freio e entregues a seus próprios instintos, serão de espantar as
conseqüências desastrosas que daí decorrem? Quando essa arte for conhecida, compreendida e praticada, o homem terá no mundo
hábitos de ordem e de previdência para consigo mesmo e para com os seus, de respeito a tudo o que é respeitável, hábitos que
lhe permitirão atravessar menos penosamente os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma
educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor da segurança de todos." 
(12)

A MISSÃO DO ESPIRITISMO

Qual é a missão do Espiritismo?

Kardec responde, comentando a questão 148 de "O Livro dos Espíritos":
"(...) a missão do Espiritismo consiste precisamente em nos esclarecer acerca desse futuro, em fazer com que, até certo ponto
o toquemos com o dedo e o penetremos com o olhar, não mais pelo raciocínio somente, porém, pelos fatos. Graças às comunicações
espíritas, não se trata mais de uma simples presunção, de uma probabilidade sobre a qual cada um conjeture à vontade, que os
poetas embelezem com suas ficções, ou cumulem de enganadoras imagens alegóricas.

É a realidade que nos aparece, pois que são os próprios seres de além-túmulo que nos vêm descrever a situação em que se
acham, relatar o que fazem, facultando-nos assistir, por assim dizer, a todas as peripécias da nova vida que lá vivem e
mostrando-nos, por esse meio, a sorte inevitável que nos está reservada, de acordo com os nossos méritos e deméritos.
Haverá nisso alguma coisa de anti-religioso? Muito ao contrário, porquanto os incrédulos encontram aí a fé e os tíbios a
renovação do fervor e da confiança. O Espiritismo é, pois, o mais potente auxiliar da religião. Se ele aí está, é porque
Deus o permite e o permite para que as nossas vacilantes esperanças se revigorem e para que sejamos reconduzidos à senda do
bem pela perspectiva do futuro." (13)

*  *  *

O PROGRAMA DOUTRINÁRIO DO ESDE

Concepção — Concebido para promover o estudo das obras básicas da codificação doutrinária espírita, garantindo, assim,
com isso a pureza doutrinária. Alvo da preocupação de Allan Kardec, externada em "Obras Póstumas", projeto 1868.

Para sua execução, outros aspectos precisam ser também considerados, são eles: a abrangência, a periodicidade, o público alvo
e  a avaliação nos seus aspectos doutrinários e pedagógicos.

Convém ressaltar que sem esses cuidados, incorre-se no risco de não se ter um programa adequadamente elaborado.
Uma vez que o objetivo do ESDE é oferecer condições para estudar o Espiritismo de forma séria, regular e contínua, tendo como
base as obras codificadas por Allan Kardec e o Evangelho de Jesus, há que se primar pela sua qualidade.

ESTRUTURAÇÃO DO PROGRAMA

Apresenta um corpo doutrinário, ou seja, um referencial teórico-prático, por meio de passos didático-pedagógicos planejados,
caracterizando-se por uma visão processual de ensino e aprendizagem (caráter científico).

Um programa de Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita deve oferecer uma visão panorâmica e doutrinária do Espiritismo,
bem como ter como base as obras da Codificação Espírita, podendo utilizar-se das clássicas e de outras subsidiárias.
      
O objetivo do programa é organizar o estudo de forma metódica, contínua e séria, fundamentado na Codificação Espírita.
Não é demais ressaltar esse aspecto, uma vez que, ocasionalmente, se vêem tentativas de se incluírem, nos cursos de ESDE,
teorias estranhas ao contido nas obras básicas do Espiritismo. Desse modo, é preciso que estejamos sempre alerta,
considerando que o ESDE visa ao estudo do Espiritismo, e nada mais.

1. Bases do programa de estudo fundamentadas na Doutrina Espírita
     
Como deve ser um programa de estudo doutrinário?

Sugere-se iniciar o programa pela introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, tendo como meta uma visão geral do Espiritismo.

Recomenda-se, ainda, enfatizar que a Doutrina Espírita tem como finalidade levar ao conhecimento e à análise os aspectos
filosófico, científico e religioso.

2. Princípios metodológicos utilizados na elaboração de um  programa de estudo

"(...) o estudo de uma doutrina, qual a Doutrina Espírita (...), só pode ser feito com utilidade por homens sérios, perseverantes,
 livres de prevenções e animados de firme e sincera vontade de chegar a um resultado."

"(...) O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dá. (...) Quem deseje tornar-se versado numa ciência tem
 que a estudar metodicamente, começando pelo princípio e acompanhando o encadeamento e o desenvolvimento das idéias."
 Allan Kardec: O Livro dos Espíritos. Introdução VIII.

A organização dos programas pode ser realizada no sistema de módulos a fim de agrupar assuntos semelhantes, os quais são
desenvolvidos em unidades básicas podendo ter a denominação de roteiros de estudo. Esse sistema permite uma visão integrada
dos temas de estudo. O tempo de duração será estabelecido de acordo com a extensão do programa.

3. Estrutura didático-pedagógica do programa

Na estrutura didático-pedagógica deve-se considerar:

• O conteúdo programático que oferece uma visão panorâmica e doutrinária do Espiritismo e segue uma ordem seqüencial
 de assuntos, partindo do simples para o complexo.
 
• Os objetivos específicos a serem atingidos em cada aula.

• As idéias principais do conteúdo.

• As sugestões de atividades para a introdução, desenvolvimento e conclusão da aula.

• As técnicas metodológicas recomendáveis.

• Os recursos didáticos apropriados.

• As fontes de consultas (básicas, clássicas e complementares).

• Os subsídios para os assuntos a serem tratados.

4. Seleção de conteúdo
    
 Os conteúdos a serem desenvolvidos precisam ser bem selecionados, pois eles devem guardar coerência entre si, seguindo uma
 seqüência lógica.
  
5. Formatação didática do programa:

• Página de rosto: número e nome do módulo.

•  Objetivos: geral e específico.

•  Idéias básicas.

• Sugestões didáticas: indica como aplicar e avaliar os assuntos de forma dinâmica, segundo os objetivos e o conteúdo
 básico do programa.

• Avaliação das aulas.

•  Referências bibliográficas.

•  Anexos, glossários.

•  Atividades extraclasse.

6. Aspectos considerados para a aplicação:

• Público visado: todos aqueles que desejam conhecer a doutrina espírita.

• Abrangência: todas as Casas Espíritas.

• Periodicidade: a critério da Instituição Espírita e de acordo com o programa adotado.

7. Avaliação do programa

A avaliação do programa deve considerar os aspectos doutrinários e pedagógicos. Pode ser avaliado pelos usuários e pelos
resultados obtidos.

Conclusão – A elaboração de um programa de estudo é bastante complexa e envolve aspectos que, aqui, não foram contemplados.
Pretendeu-se, com essas anotações ligeiras, apenas chamar a atenção para a importância do assunto em pauta.

*  *  *

O PREPARO DO MONITOR DE ESDE


          "Transformai-vos pela renovação de vossa mente."
             (Paulo aos Romanos, Capítulo 12:2)

CONCEITO

Aquele que, na sala de aula, orienta, incentiva e envolve os alunos buscando levá-los ao aprendizado, com eficiência.

Dotado de satisfatório conhecimento doutrinário, competência, habilidades e atitudes, que o permite desempenhar com segurança
e responsabilidade a tarefa de coordenação de grupo de ESDE, busca aperfeiçoar-se a cada dia, para realizar com qualidade o
trabalho a que se propôs.

Trabalha incansavelmente para desenvolver em si as condições essenciais do monitor de ESDE, a saber:


CONDIÇÕES ESSENCIAIS DO MONITOR DE ESDE

a) Psicológicas:

? Princípio da apercepção – utilização da faculdade ou ato de aprender imediatamente pela consciência de uma idéia,
 um juízo, uma intuição. Dentro desse princípio, Jesus preparava os seus ouvintes para as grandes verdades que
 estavam prestes a receber. Partia do conhecido para o desconhecido, do simples para o complexo. Este método foi
 amplamente explorado por Kardec na codificação do Espiritismo e pode ser uma das ferramentas fundamentais de uso do
 monitor.

? Motivação – as promessas que Jesus fazia às pessoas, levavam-nas a se sentirem mais fortes para enfrentarem as dificuldades da vida. As Bem-Aventuranças ensejaram aos ouvintes oportunidades de perdão das ofensas, resgate dos débitos do passado e, principalmente, injeção de ânimo para a mudança íntima. Todas as reuniões de ESDE precisam ter, por parte do monitor, essa valorização da auto-estima do participante para que ele possa se motivar e promover sua reforma moral.

 "Que fizestes dos talentos que te dei?" — Jesus
             (Mateus, Capítulo 25:14 a 30)

b) Pedagógicas:

? Ter conhecimento da proposta Educacional Espírita – Jesus estava sempre junto aos seus discípulos e participava com
 
 eles das atividades sociais da época. Envolvendo-os em suas ações com o objetivo de favorecer-lhes, com o seu
 
 exemplo, a aprendizagem dos seus ensinamentos, a proposta educacional Espírita está comprometida com a mudança do

 homem, alicerçada na visão do ser integral, levando-o à transformação moral.

• Ter como princípios norteadores da tarefa — O conhecimento do seu grupo, a valorização do ser, o respeito à
 individualidade e a importância da convivência. Lembremos que somos espelhos uns para os outros.

Saber utilizar-se dos instrumentos:

? Programáticos

? Metodológicos

? Recursos didáticos

? Linguagem didática

? Relações Humanas

? Avaliativos


 "Fazei isso em memória de mim." - Jesus
  (Paulo - I Coríntios, 11:25)


c) Espirituais:

? Influência pessoal do monitor – Jesus vivia na intimidade dos seus discípulos. Como guia e modelo, Ele era
 inspiração para os seus seguidores. E deu a sua superior contribuição para o crescimento e o desenvolvimento dos seus
 discípulos. Para o monitor, a coerência entre o que ensina e o que pratica é de fundamental importância para deixar com
 os participantes do ESDE, a mais duradoura impressão, que é a do exemplo.

d) Doutrinárias:

? Maiêutica – um dos métodos utilizados por Jesus era o de ensinar por meio de perguntas, instrumento universal de
 todo bom ensino e que também foi adotado por Kardec na Codificação Espírita. Assim, os discípulos chegavam às
 sublimes verdades que Jesus desejava fossem por eles apreendidas. O interrogatório estimula o raciocínio e a
 reflexão.


"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral  e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más."
 (O Evangelho segundo o Espiritismo – Capítulo XVII, item 4)


COMPETÊNCIA E HABILIDADES

 Podemos organizar competências e habilidades em cinco níveis de maturidade psicológica:

1) Autoconhecimento – envolve emoções, virtudes, defeitos, autoconfiança e capacidade de reflexão.

2) Autogerenciamento – envolve autocontrole, integridade, responsabilidade, adaptabilidade e capacidade de inovação.

3) Motivação – envolve  força no enfrentamento das situações, comprometimento, iniciativa, otimismo e entusiasmo em
 realizar o trabalho com determinação e perseverança.

4) Empatia – entender o outro e se colocar no lugar dele, respeitando a sua individualidade.

5) Habilidades Pessoais – capacidade de influenciar, comunicar-se, administrar conflitos e trabalhar em equipe.

 O monitor dotado dessas potencialidades utiliza-as sabendo que as pessoas têm diferentes:

? Valores.

? Crenças.

? Objetivos.
 
? Responsabilidades.

? Atitudes.

? Visões de mundo.

? Comportamentos.

 
AS QUALIDADES DESEJÁVEIS DO MONITOR COMO LÍDER DEMOCRÁ-TICO (sua atuação em sala de aula)

? Sabe o que faz sem perder a tranqüilidade. Todos podem confiar nele em qualquer emergência.

? Ninguém se sente marginalizado ou rejeitado por ele. Ao contrário, sabe agir de tal forma que cada um se sente
 importante e necessário no grupo.

? Interessa-se pelo bem do grupo. Não utiliza o grupo para interesses pessoais.

? Está sempre pronto para atender.

? Mantém-se calmo no debate.

? Distingue bem a diferença entre o falso e o verdadeiro, entre o profundo e o superficial, entre o importante e o
 acessório.

? Facilita a integração do grupo. Procura fazer com que o grupo atue harmoniosamente, sem dominação.

? Pensa que o Bem sempre acaba vencendo o Mal. Jamais desanima diante da opinião daqueles que só vêem perigo, sombra
 e fracassos.

? Sabe prever. É flexível, porém evita a improvisação. Pensa até nos menores detalhes.

? Acredita na possibilidade de que o grupo possa encontrar por si mesmo a saída para as soluções dos problemas e
 conflitos, neutralizando os melindres e a insatisfação.

? Dá oportunidade para que os outros se promovam e se realizem. Pessoalmente, proporciona todas as condições para
 que o grupo funcione bem.

? Promove ações. Leva a sério o que deve ser feito. Obtém resultados.

? É agradável. Cuida de sua aparência pessoal. Sabe conversar com todos.

? Age com coerência. Suas ações correspondem às suas palavras.

? Enfrenta as dificuldades. Não se esquiva e nem transfere os riscos aos outros.

? Busca a verdade com o grupo e não passa por cima das decisões coletivas.

*  *  *


Indicadores da qualidade no trabalho educacional do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita – ESDE


EM BUSCA DA QUALIDADE NO TRABALHO DO ESDE


CONCEITO DE QUALIDADE

Ouvimos constantemente a argumentação de que o ensino no Brasil é de má qualidade. Mas o que é qualidade?

(...) não existe um conceito definitivo de qualidade. Na verdade, qualidade é, ao mesmo tempo, um conceito dinâmico e
relativo, de modo que as percepções de qualidade se modificam à medida que vários fatores se desenvolvem.

Na educação, a qualidade (...) "tem a ver com profundidade, perfeição, principalmente com participação e criação.
Está mais para o ser que para ter.

As instituições de ensino devem observar a sua eficácia de forma a escolher a estratégia mais adequada.

Compartilhamos noções do que seja qualidade na aprendizagem. Concordamos que uma boa escola é aquela onde os alunos aprendem
coisas essenciais para sua vida, aplicadas ao seu crescimento moral e espiritual.

Mas quem pode vivenciar e avaliar as diretrizes para um bom ensino, levando em conta os contextos socioculturais, é o próprio
grupo, pois não existe um padrão rígido para se avaliar um ensino de qualidade. Qualidade é um conceito que se modifica
constantemente de acordo com o progresso. 


INDICADORES DE QUALIDADE

São sinais que revelam aspectos de determinada realidade e que podem qualificar algo. As variações destes indicadores nos
possibilitam, ainda, constatar a necessidade de mudanças. Apresentam a qualidade do trabalho em relação a importantes
elementos de sua realidade, o que vai bem e o que vai mal, de forma que todos tomem conhecimento e tenham condições de
discutir e decidir o plano de ação para melhoria dessa realidade.

OBJETIVO DOS INDICADORES

Os indicadores de qualidade identificados ajudam na avaliação e melhoria do ensino. Por meio deles o grupo tem condições de
mensurar os pontos positivos e reforçá-los, corrigindo os negativos.

Foram identificadas, também, situações que chamamos de dimensões. São elas:
apoio pedagógico, que compreende: condições de trabalho dos coordenadores e monitores e sua formação pedagógica;
ambiente acolhedor (amizade, solidariedade, relação interpessoal); ambiente físico; freqüência e avaliação;
que serão utilizados na reflexão sobre qualidade.

É importante que todos os colaboradores estejam envolvidos nesse processo com bastante responsabilidade.

COMO UTILIZAR OS INDICADORES

Esse instrumento de avaliação poderá ser utilizado de acordo com a criatividade e a experiência de cada grupo, mas é
importante seguir algumas regras.

É recomendável constituir uma equipe responsável pela organização, planejamento, e acompanhamento do trabalho e avaliação,
para que este atinja satisfatoriamente os seus objetivos.

CONCEITO DE AVALIAÇÃO

A avaliação é um processo contínuo, dinâmico e objetivo, que permite melhor acompanhamento das atividades planejadas.
Ela fornece ao coordenador os dados necessários para saber se deve prosseguir no mesmo ritmo de trabalho, ou se deve
reformulá-lo.

 Considera-se que avaliar é, essencialmente, emitir juízo de valor e este é confiável se fundamentado em informações
 válidas e imparciais.

 A avaliação não é um fim, mas um meio que permite verificar até que ponto os objetivos propostos estão sendo
 alcançados. Deve ser concebida tendo em vista as pessoas envolvidas no processo educativo em seus diversos aspectos: desenvolvimento motor, cultural, cognitivo, afetivo e social.
 Avaliar é um ato extremamente complexo, cuja responsabilidade não é competência única do coordenador, mas sim de
 todos os integrantes do processo, desde o participante das reuniões ao dirigente da Instituição. Nesse sentido, a
 avaliação deve ser entendida como um instrumento de melhoria das pessoas e das instituições.

 Às técnicas e instrumentos de avaliação são formas ou meios utilizados para operacionalizá-la, tendo como base os
 indicadores e os objetivos propostos.

PROCESSO DE AVALIAÇÃO

Os instrumentos de avaliação, com base nos aspectos da qualidade de cada uma das dimensões já citadas, são constituídos
por um grupo de indicadores que, por sua vez, é avaliado por perguntas a serem respondidas coletivamente. As respostas à
essas perguntas permitirão avaliar a qualidade do ensino, se é boa, média ou ruim.

A avaliação dos indicadores leva à avaliação da "dimensão".

PARA MENSURAR A QUALIDADE DO ENSINO

Num encontro hipotético de coordenadores e monitores, podemos imaginar o seguinte cenário:

A proposta é que os coordenadores e monitores sejam divididos em grupo por "dimensões". Se houver um número de pessoas
suficiente, cada grupo pode se encarregar de uma "dimensão". Caso contrário, um grupo pode trabalhar com duas ou três
"dimensões". É conveniente que os grupos não sejam muito grandes, o que viabilizará a participação de todos.

Cada grupo deve ser composto de monitores e um coordenador eleito pelo próprio grupo. O coordenador eleito cuidará para
que todas as perguntas avaliativas sejam respondidas, buscando chegar-se a um consenso sobre a situação avaliada.
As perguntas referem-se à práticas, atitudes ou situações que qualificam o indicador. Cada pergunta será discutida pelo
grupo e este receberá uma cor que poderá ser: verde, amarela ou vermelha.

? Caso a avaliação sinalize que as práticas, atitudes e situações estão adequadas deverá utilizar a cor verde, que
 representa um bom caminho no processo de melhoria da qualidade.

? Se as atitudes, práticas ou situações ocorrem, mas não podem ser consideradas adequadas, dever-se-á utilizar a cor
 amarela, que representará a necessidade de cuidados e atenção.

? Caso se conclua que essas atitudes, situações ou práticas são inexistentes ou quase inexistentes, usa-se cor
 vermelha, que nesse caso representa intervenção imediata.

As cores atribuídas às perguntas ajudarão o grupo a ponderar e decidir sobre qual delas reflete com mais precisão a qualidade
do ensino.
Para atribuir uma cor para a "dimensão", será necessário visualizar as cores atribuídas aos indicadores. Não se trata de
gerar uma média nas respostas para se chegar às cores dos indicadores e das dimensões. Diante do que foi constatado por
intermédio das perguntas, o grupo avalia a cor que melhor qualifica o indicador e, depois, a "dimensão".

Durante o trabalho é importante que todos participem dos debates e escolha das cores, evitando que alguém ou algum grupo
imponha sua visão sobre o assunto abordado.

É necessário ouvir e respeitar o que o outro tem a dizer e aproveitar o momento para o diálogo. O processo de escolha das
cores deve ser compartilhado com todos. Caso não haja consenso, o grupo pode optar e utilizar uma cor diferente para
registrar divergências de opiniões.

Conflitos de opiniões existem e é importante reconhecê-los e lidar com eles com maturidade e de forma democrática.

Nas páginas seguintes há um exemplo de um quadro resumo da "dimensão" e dos indicadores. Em cada pergunta, há círculos nos
quais os participantes poderão anotar as cores atribuídas, além do espaço para registrar o resultado da discussão em grupo
em relação a cada indicador. É muito importante que essas anotações sejam feitas com cuidado, destacando os pontos mais
importantes do debate, explicando por que o grupo escolheu essa ou aquela cor. Finalizado o debate, o grupo deverá colorir
o quadro resumo (página seguinte), que traz a "dimensão" e seus respectivos indicadores, assim como o resumo referente ao
debate de cada indicador.

Após preenchido o quadro resumo, o relator terá uma lista de pontos observados em relação àquela "dimensão". O grupo então
poderá definir as ações para melhorar a qualidade do ensino naquele ponto.

O grupo também poderá adotar a técnica "tempestade de idéias" sobre como melhorar as diversas situações consideradas.

O quadro resumo será exposto na plenária geral.

É muito importante que nas apresentações dos grupos, durante a plenária, todos os participantes possam entender com clareza
o que foi debatido acerca da qualidade do ensino.

Quadro resumo da "dimensão" e indicadores

1. APOIO PEDAGÓGICO

Indicadores e perguntas

A) Proposta Pedagógica conhecida e definida por todos

O ESDE tem uma proposta pedagógica escrita (em forma de documento)?

Os coordenadores e monitores participaram ativamente da proposta pedagógica para o ESDE?

Todos os coordenadores e monitores conhecem a proposta pedagógica do ESDE?

A proposta pedagógica é atualizada periodicamente?

B) Planejamento

Os monitores planejam suas aulas?

Os monitores se reúnem regularmente para planejarem as aulas?

Os monitores procuram saber se os assuntos abordados no ano anterior ficaram claros, para depois prepararem o planejamento?

Os monitores ouvem e consideram opiniões e sugestões dos participantes para planejar suas aulas?

O cumprimento do planejamento dos monitores é acompanhado pelo coordenador?

Durante as aulas, o monitor procura apresentar aos participantes os livros sugeridos na bibliografia?

É sugerida alguma atividade extraclasse (como a leitura de livros, filmes ou outras)?

C) Contextualização

Os monitores e os participantes realizam atividades voltadas para a Casa Espírita (Ex.: eventos beneficentes)?

Os monitores e os participantes atendem aos pedidos da Casa Espírita para a solução de eventuais problemas?

A Casa Espírita promove visitas fraternas, campanha do quilo, feira do livro etc. e envolve os participantes do ESDE?


D) Variedade das estratégias e dos recursos de ensino-aprendizagem

São utilizados diferentes recursos pedagógicos na sala de aula?

Todos os participantes podem demonstrar seus conhecimentos e seus trabalhos de forma variada?

As salas de aula são organizadas de acordo com o tipo de atividade a ser realizada?

Consenso:


_____________________________________________________________________________________________________________________________

E) Incentivo à autonomia e ao trabalho em grupo

Os monitores explicam de forma clara e simples os objetivos dos assuntos estudados?

As aulas são organizadas de maneira que todos os participantes possam fazer perguntas, conversar sobre os assuntos
apresentados, expor suas idéias e mudar de opinião?

Os participantes têm oportunidade de propor, criar e realizar atividades na sala de aula?

Os participantes são incentivados e orientados para o trabalho em grupo?

Os participantes são incentivados e orientados para desenvolver pesquisas extraclasse?

CONSENSO:


_____________________________________________________________________________________________________________________________

F) Atendimentos especializados

Participantes com deficiência recebem apoio individualizado na sala de aula?

Na sala de aula, respeita-se o fato de que cada participante precisa de um tempo diferente para aprender?

O coordenador / monitor cuida para que todos, sem distinção, recebam a mesma atenção?

CONSENSO:

 

_____________________________________________________________________________________________________________________________


2. AMBIENTE ACOLHEDOR

Indicadores e perguntas

A) Amizade e solidariedade

Quando o participante chega à Casa Espírita com algum problema pessoal, encontra pessoas dispostas a ajudá-lo?

O ambiente da Casa Espírita favorece a amizade entre todos (coordenadores, monitores, participantes e demais trabalhadores
da Casa)?

Existe um esforço por parte da Casa Espírita no sentido  de demonstrar aos participantes de ESDE que eles são muito
importantes no contexto das atividades da Casa?

Os laços de amizade entre os participantes, coordenadores e monitores são suficientemente trabalhados, de modo que diminua
o índice de evasão?


CONSENSO:

 

_____________________________________________________________________________________________________________________________


B) Alegria e motivação

Os participantes do ESDE gostam de freqüentar a Casa Espírita?

As pessoas que trabalham na Casa Espírita gostam das atividades que fazem?

A Casa Espírita promove eventos de confraternizações e conta com a presença dos coordenadores, monitores e participantes do
ESDE?

Os coordenadores de equipes conseguem demonstrar aos participantes que a motivação é uma força interior e que todos podem
desenvolvê-la?

CONSENSO:

 

_____________________________________________________________________________________________________________________________

C) Respeito à individualidade

Os participantes do ESDE tratam bem os coordenadores / monitores e demais colaboradores da Casa Espírita?

Os coordenadores/monitores respeitam e tratam bem os participantes do ESDE e os demais colaboradores da Casa Espírita?

Os colaboradores da Casa Espírita se sentem respeitados e valorizados pelos coordenadores/monitores e participantes do ESDE?

Os participantes que chegam para se matricular no ESDE ou pedir informações são atendidos com atenção e respeito?

CONSENSO:


_____________________________________________________________________________________________________________________________

D) Disciplina

Os participantes são pontuais e assíduos?

 Existe controle de freqüência dos alunos? 

Os participantes do ESDE são esclarecidos quantos às normas de funcionamento e regras de convivência dentro da Casa Espírita?

CONSENSO:

 

_____________________________________________________________________________________________________________________________

3.AMBIENTE FÍSICO

Indicadores e perguntas

A) Material didático

Todos os participantes possuem apostilas, papel, lápis, borracha,  etc.?

Os participantes têm acesso às obras básicas e às obras subsidiárias?

B) Recursos eletrônicos

A Casa Espírita tem computadores?

Se a resposta for positiva, eles estão disponíveis para os coordenadores, monitores e participantes do ESDE fazerem suas
pesquisas?

C) Sala de aula

As salas são suficientes para o número de participantes?

As salas são arejadas e iluminadas?

As salas de aula são adequadas para os trabalhos em grupo?

D) Biblioteca

Há bibliotecas, salas ou cantos disponíveis para leitura?

A biblioteca conta com um acervo organizado?

Os participantes do ESDE têm acesso aos livros?

CONSENSO:

 

_____________________________________________________________________________________________________________________________


4. FREQÜÊNCIA E AVALIAÇÃO

Indicadores e perguntas

A) Monitoramento do processo de aprendizagem dos participantes

Os monitores observam o progresso dos participantes e quais são suas principais dificuldades
(Exemplo: os monitores circulam pela sala, incentivam os participantes a fazerem perguntas, tiram dúvidas)?

Durante a aula, o monitor faz perguntas ao grupo para certificar-se se foi entendido o conteúdo abordado?

CONSENSO:

 

_____________________________________________________________________________________________________________________________


B) Mecanismos de avaliação dos participantes

Os monitores fazem uso de diferentes atividades para avaliar os participantes?
 
Essas avaliações são discutidas entre os diversos monitores?

Após as avaliações, o "plano de melhoria do ensino" é discutido entre os monitores e o coordenador?

CONSENSO:

 


_____________________________________________________________________________________________________________________________


C) Acompanhamento dos participantes na avaliação de sua aprendizagem

Os participantes fazem sugestões sobre o processo avaliativo?

Os participantes são orientados pelos monitores a fazerem a auto-avaliação?

CONSENSO:

 

_____________________________________________________________________________________________________________________________

D) Habilitação

Todos os coordenadores e monitores têm habilitação necessária para aplicar o ESDE?

Há solicitação de cursos preparatórios?

CONSENSO:

 

_____________________________________________________________________________________________________________________________

E) Formação continuada

Os coordenadores e monitores fazem curso de atualização pedagógica periodicamente?

Os cursos desenvolvidos correspondem às expectativas de quem participa?

Os coordenadores e monitores solicitam cursos de formação que lhes interessam?

Os coordenadores e monitores se encontram para discussão da proposta pedagógica em uso?

CONSENSO:

 


_____________________________________________________________________________________________________________________________

F) Suficiência da equipe de trabalho do ESDE

O Departamento ou o setor do ESDE dispõe da quantidade de monitores de que realmente necessita?

O Departamento ou o setor do ESDE possui um coordenador pedagógico?

O Departamento ou o setor do ESDE tem tempo para se dedicar às questões pedagógicas e doutrinárias?

CONSENSO:

 

_____________________________________________________________________________________________________________________________


G) Assiduidade da equipe

O trabalho geralmente é prejudicado por falta de coordenadores e monitores?

Caso haja falta constante de algum monitor, o problema é discutido com o coordenador do departamento ou setor do ESDE?

Os monitores começam e terminam suas aulas pontualmente?

CONSENSO:

 


_____________________________________________________________________________________________________________________________


H) Rotatividade da equipe

Os coordenadores e monitores estão há muito tempo no trabalho do ESDE?

Existe dificuldade de substituição quando há a necessidade de mudança no quadro de coordenadores e monitores?

CONSENSO:

 


_____________________________________________________________________________________________________________________________


I)  Número total de faltas do participante

O monitor controla o número de faltas dos participantes?

O coordenador do curso procura pesquisar as causas das faltas dos participantes?

O coordenador/monitor dos participantes que têm maior número de faltas, busca resolver este problema? Como?

 

CONSENSO:

 


_____________________________________________________________________________________________________________________________


J) Evasão

Os participantes freqüentam o curso regularmente?

O coordenador/monitor tem controle sobre a quantidade de participantes que se evadem do curso?

O coordenador / monitor procura entender as causas da evasão?

O Departamento ou setor do ESDE adota alguma medida para trazer de volta participantes que se evadiram do curso?

Caso a resposta seja positiva, essas medidas têm gerado bons resultados?

CONSENSO:

 


_____________________________________________________________________________________________________________________________


L) Atenção aos participantes com alguma dificuldade na aprendizagem

Os monitores dão atenção aos participantes que apresentam dificuldades de aprendizagem?

O monitor toma alguma medida quando detecta um participante com dificuldades de aprendizagem?

O monitor identifica os assuntos que causam mais dificuldades de aprendizagem e toma alguma medida a respeito?

CONSENSO:

 


_____________________________________________________________________________________________________________________________


M) Atenção às necessidades educativas do grupo

O Departamento ou setor do ESDE atende pessoas analfabetas que querem participar da aula?

O Departamento ou setor do ESDE tem um registro dos dados das pessoas que aguardam vagas, dependendo da abertura de novas
turmas?

O coordenador/monitor tem registro dos dados pessoais dos participantes (endereço, telefones, e-mail,  etc.)?

CONSENSO:

 


_____________________________________________________________________________________________________________________________


*  *  *

MATERIAIS NECESSÁRIOS PARA A APLICAÇÃO DA AVALIAÇÃO

? Os participantes estão cientes da "dimensão" que será avaliada pelo seu grupo?

? Cada participante deve portar caneta ou lápis preto para as anotações, além de lápis ou canetas nas cores verde,
 amarela e vermelha, necessários ao registro da cor atribuída (conforme indicado anteriormente).

? Cada grupo deve possuir um cartaz com o quadro resumo para que todos possam visualizar o resultado da avaliação.

? Para registrar as cores no quadro resumo, pode-se utilizar lápis ou canetas de cor ou papéis coloridos recortados.

? Para manifestar suas opiniões no grupo ou plenária, pode ser oferecido para cada participante cartão nas cores verde,
 amarelo, vermelha e branca, no caso de abstenções.


CONCLUSÃO

Na análise dos pontos principais a serem observados para um trabalho de qualidade ressalta, sem dúvida, a avaliação.
Sem ela, é difícil, impossível até, detectar as mudanças necessárias para que se alcance a excelência na tarefa, propósito
deste documento.

A avaliação utilizada periodicamente é de fundamental importância para que alcancemos bons resultados na execução do trabalho
do ESDE e a melhoria na qualidade do ensino.

O processo avaliativo pode ser inicialmente realizado por amostragem e facultar uma visão parcial da qualidade do ESDE no
Estado ou numa região. É importante que a Casa Espírita tome conhecimento dos resultados, principalmente, para ter uma visão
da realidade do ESDE em sua região, constatando com maior consistência as dificuldades, bem como o bom desempenho nas tarefas
executadas. Diante das dificuldades encontradas, terá a oportunidade de estabelecer um plano de ação com vistas ao
aprimoramento do trabalho.

A observância das orientações e diretrizes, acima apontadas, certamente conduzirá à conquista da excelência no trabalho do
ESDE.


SUGESTÃO METODOLÓGICA PARA TRAZER DE VOLTA PARTICIPANTES QUE ABANDONARAM O CURSO

    O trabalho poderá ser realizado por um grupo de participantes, pelo coordenador e/ou monitor.

1) Identificar os participantes ausentes, para tomar as devidas providências.

2) Formar pequenos grupos de duas ou três pessoas para uma visita ao aluno ausente.

3) Conversar com o ex-participante sobre a importância do estudo.

4)  Estabelecer um processo de readaptação dos participantes que retornam às aulas.

5) Fazer a tabulação e análise das características comuns dos ex-participantes após a aplicação do questionário.

6) Observar essas características, calculando:

a. Quantos são do sexo masculino e quantos são do sexo feminino.

b. Quantos são moradores de zona rural e quantos são moradores de zona urbana.

c. Quantos são portadores de deficiências (físicas e/ou mentais).

d. Verificar quantos retornaram ao curso após às providências tomadas

7) Identificar as razões que mais aparecem como causa  da evasão.
 
Exemplo de possíveis causas:

1 – Voltou a estudar (ensino básico, médio, faculdade).

2 – Não gosta de estudar.

3 – Perdeu a vontade de estudar.

4- Houve desentendimento com os colegas de grupo de estudo.

5- Houve desentendimento com o coordenador / monitor.

6- Problemas familiares.

7- Problemas profissionais.

8- Problemas de saúde.

9- Problemas de constantes viagens.


DIVULGAÇÃO DO ESDE - ESTUDO SISTEMATIZADO DA DOUTRINA ESPÍRITA

Campanha  permanente

Pode dizer-se que, apesar dos percalços que todo empreendimento humano costuma enfrentar, a Campanha do ESDE vem, ao longo
do tempo, servindo de instrumento para a implantação de grupos de estudo em todo o Brasil. Dentre os resultados por ela já
atingidos, alinham-se os seguintes: ampliação do número de pessoas a estudar sistematicamente a Doutrina Espírita; criação
de novos grupos espíritas para atender à crescente demanda do público; realização das tarefas espíritas de forma coerente
com os princípios doutrinários, sem ritual, dogmas, parâmetros, idolatria, simbologia ou fórmula exterior.

Nada obstante, é preciso mantê-la sempre viva, como instrumento valioso de divulgação do ESDE. Assim, devem ser envidados
os melhores esforços para dinamizá-la, utilizando-se, para isso, de todos os meios disponíveis de divulgação, tais como os
comentados no próximo item.

Como divulgar?

Evidentemente, não se pretende aqui esgotar todas as possibilidades e maneiras de se divulgar este trabalho. Deve-se sempre
considerar a diversidade das características regionais e os recursos disponíveis, que ampliam ou reduzem as ações nesta área.
 Entretanto, a criatividade é, sem dúvida, uma das maiores virtudes daqueles que trabalham neste setor, e isto constituirá
um fator relevante para o êxito.

Por isso, apenas destacam-se a seguir algumas sugestões para o desenvolvimento deste trabalho.

a) Recursos humanos
 São as pessoas que planejam e executam qualquer trabalho. É importante que a divulgação seja realizada por uma equipe
que acredite na proposta do ESDE, como uma ferramenta eficaz de propagação do Espiritismo, e como um instrumento capaz de
transformar o indivíduo e conseqüentemente a humanidade. Assim, a equipe de Coordenadores administrativos e pedagógicos e
monitores devem estar também comprometidos com a tarefa de divulgar.

 As amizades e os relacionamentos pessoais e profissionais devem ser ativados. É necessário procurar os meios de
 comunicação locais e identificar as oportunidades de divulgar  o trabalho.

 Caso a Sociedade já possua grupos em funcionamento, os próprios participantes podem ser incentivados a divulgarem
 entre seus amigos e parentes os novos grupos que se formarão. Alguém já disse: "não há melhor propaganda que aquela
 feita boca-a-boca".
 
b) Recursos financeiros

 É possível realizar divulgação sem custo financeiro. Mas quando necessário e possível, pode-se levantar recursos
 para viabilizar o trabalho, por meio de promoção de: almoços, vendas de livros, contribuições  pessoais dos membros da
 equipe, etc. Deve-se ter o cuidado de não vincular a participação nos grupos de ESDE mediante o pagamento de qualquer
 espécie.

c) Divulgação centralizada e em conjunto
 
Sempre que possível, é interessante que vários Centros de uma mesma região, programem o início de seus grupos para a mesma
época. Esta medida permite uma ampla divulgação com um custo menor, e com uma visibilidade muito maior do que se cada grupo
fizesse a sua campanha.

d) Eventos públicos

Os eventos públicos, quando bem trabalhados e divulgados, têm um alto poder de propagação de uma idéia.

Em vista disso, uma boa idéia é promover um evento público a cada início de novas turmas. Pode, por exemplo, ser uma palestra
aberta para toda comunidade, com os seguintes objetivos: divulgar o trabalho e receber os novos participantes, mostrando-lhes
que o ESDE ultrapassa as paredes da Sociedade Espírita que eles freqüentam.

Da mesma forma, pode ser realizado outro evento semelhante ao final de cada ano, quando já se começa a divulgar as novas
turmas que se formarão.

A Federação Espírita da Bahia, por exemplo, realiza o dia estadual do ESDE. Pode-se, pois, instituir o dia municipal,
ou mesmo um dia especial para o ESDE em um único Centro Espírita.

e) Outras possibilidades

1. divulgação em outros eventos, como: palestras, feira do livro, reunião de dirigentes, almoços beneficentes, etc.;

2. cartazes;

3. faixas;

4. volantes com mensagens alusivas à campanha;

5. boletins informativos do seu desenvolvimento;

6. folhetos;

7. jornais e revistas espíritas;

8. colunas espíritas em periódicos não-espíritas;

9. programas radiofônicos e de televisão;

10. internet;

11. encontros, reuniões com os Dirigentes das Casas Espíritas da localidade.

 

*  *  *


BIBLIOGRAFIA

1. XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo espírito Emmanuel. 26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Segunda parte,
 perg. 193.

2. AMORIM, Deolindo. Relembrando Deolindo I. Organizaç



União Espírita Mineira
Rua Guarani, 315 - Centro - Belo Horizonte - MG - CEP: 30120-040
Telefone geral: (31) 3201-3038 - Fax: (31) 3201-3038


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