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22/06/2007
Convite à Oração
\"Senhor, ensina-nos a orar.\"
(Lucas: 11-1)
Nenhum motivo, por mais ponderável, conforme suponhas, pode construir impedimento.
Razões expressivas não há que se transformem em empeço.
Atribulações que te assoberbem não significarão óbice ao ministério renovador.
Todas as coisas sob a sua claridade mudam de aspecto e as características antes deprimentes, sombrias, sofrem significativas transformações, ressurgindo com tonalidades mui diversas.
Ante a dúvida ou a ulceração moral constitui-se seguraça e balsamo refazente.
Mister, porém, fazer uma pausa no turbilhão, permitindo que o carro do desespero correndo, sem brida para encontrar o local de realizá-la.
Exige, com todas as coisas, condições adequadas para culminar o objetivo superior de que se encarrega.
É possível improvisá-la qual se fora um atendimento de urgência, em situação de combate. Terapêutica precisa, porém, solicita maior dosagem de cuidados para colimar resultados mais poderosos.
Esse antídoto, a qualquer mal, é a oração, a pausa refazente em que o espírito aturdido salta as barreiras impeditivas colocadas pelas turbações de toda ordem, a fim de alcançar as usinas inspirativas do Mundo Excelso.
Arrimo dos fracos, amparo dos combalidos, sustento dos sofredores, dánamo dos heróis, vitalidade dos santos, perseverança dos sábios, coragem dos mártires, a oração é o interfone por meio do qual o homem fala aos Ouvidos Divinos e por cujos fios recebe sublimes respostas.
Faze um intervalo nas lutas quanto te permitam as possibilidades e convida-te à oração, a fim de poderes prosseguir intimoratopelo caminho da rendeção. Lobrigarás, então, melhor entendimento sobre as coisas, fatos e pessoas.
Joanna de Ângelis
Do livro \"Convites da Vida\", por Divaldo P. Franco / Cap. 31