Por: EMMANUEL
Diante da Vida Universal, pontilhada de constelações, cuja grandeza nos escapa, por agora, à compreensão, imagine-mos o homem primitivo a contemplar da insipiência de sua taba uma cidade super-culta, povoada de escolas e santuários, oficinas e monumentos.
Decerto que semelhante visão lhe en-corajaria o estimulo ao progresso, mas não o exoneraria do dever de aprimorar-se na própria educação, antes de qualquer arrancada às eminências entrevistas.
Indispensável, estejamos alertas no aperfeiçoamento que nos é necessário, an-tes de tentar a ascensão à Espiritualidade Superior.
A Terra, em seus múltiplos círculos de ação, simboliza para nós, desencarna-dos e encarnados, a universidade precio-sa, congregando variados cursos de evo-lução.
A dor e a dificuldade, o trabalho e a provação, em suas esferas de serviço, representam matérias abençoadas em cuja assimilação, ser-nos-á possível, efetuar o pró prío burilamento, à feição do diaman-te que, aprisionado ao cascalho, reclama o esmeril que o dilacera, convertendo-se, por fim, na pedra formosa e rara, suscetí-vel de refletir as magnificências da luz.
Nosso problema essencial, por en-quanto, é o de nossa própria adaptação às Leis Divinas, de que Jesus Cristo, ainda e sempre, é o nosso exemplo maior.
Semelhante adaptação se constitui de humildade e de amor, para que a Sabedo-ria Celeste encontre em nós a justa resso-nância.
Contemplando as estrelas e indagando acerca dos mundos sublimes, não nos esqueçamos da própria sublimação, a fim de que, transformados, um dia, em estre-las conscientes no campo da vida, possa-mos em qualquer parte retratar o Eterno Bem, realizando com a nossa simples pre-sença a exaltação do Senhor.
Do Livro: NASCER E RENASCER